La Economía política de la industrialización a través de la substitución de importaciones en América Latina. - Albert O. Hirschman – in resumo 1.
O objetivo de Heischman em seu artigo é tratar com outros olhos a problemática do processo de industrialização dos países latino americanos por substituição de impostações (ISI). O Brasil já tinha passado pelo Plano de Metas e pelo golpe de 64. Ele cita alguns autores latinos americanos que tinham uma visão positiva da ISA e depois passaram a ter uma visão negativa. Um deles é o Prebsch. Para ele as taxas de importações que os países latino-americanos tinham implantado para alcançar a ISI já tinham saído dos limites (alguns> 500%) - ao invés de explorar as oportunidades de mercado. Outro autor que muda de idéias é Celso Furtado (que pode ter sido em razão do golpe de 64). Para ele a fase fácil da ISI já tinha sofrido o processo de esgotamento. Ele então se pergunta por que a visão do processo da ISI passou a ser visto de forma negativa (“no inicio tudo soa flores”).
Para Hirschman o problema é que esses economistas (e nem mesmo os governos desses países) não consideraram os aspectos positivos e negativos desde o início. Portanto ele admite que a ISI desde o começo tenha aspectos positivos e negativos.
Para Hirschman o problema é que esses economistas (e nem mesmo os governos desses países) não consideraram os aspectos positivos e negativos desde o início. Portanto ele admite que a ISI desde o começo tenha aspectos positivos e negativos.
1. Guerra e Depressão (diminuía as importações até por motivo de problemas de navegação – motivos físicos).
- Problemas no Câmbio (por exemplo, no Brasil: quando o café perdeu seu valor, a moeda perdeu se valor também. Houve então mais moeda nacional que internacional o que gerou a depreciação no Câmbio).
- Crescimento do Mercado Interno (por exemplo, no Brasil: café que introduziu uma massa de assalariados que não se via anteriormente).
- Políticas de desenvolvimento, onde os governos adotam medidas que possibilitam a ISI.
A ISI, por sua natureza, é divida em duas fases: uma inicial que seria fase fácil (produção de bens finais com insumos e maquinário importados) e uma fase difícil (produção de bens intermediários e insumos). Já na fase fácil alguns economistas já encheram problemas na ISI. Dizem que ela estimularia a produção de supérfluos. Contudo, para Hirschman, isso não é uma verdade, pois o único impulso que poderia estimular a sua produção seria o de problemas no cambio. Seria neutro no caso de guerras e em Políticas de desenvolvimentos, pois os governos optariam por produzir primeiramente produtos essenciais.
2. Características da fase inicial da ISI;
- A Industrialização por etapas bem diferenciadas: na fase fácil os países produzem bens finais com insumos e maquinarias importados. São, portanto
processos conhecidos, de etapas bem diferenciadas, de imitação de processos já conhecidos (o que dá mais segurança). Isso seria um ponto positivo da ISI, pois foi um processo muito mais “manso” e menos desorganizador política e socialmente, do que nos países que sofreram a Rev. Industrial.
- A industrialização “tardia” vs. “muito tardia”: países como Alemanha, Itália e Rússia se industrializaram tardiamente e tiveram as seguintes características.
-quanto mais atrasada à economia de um país:
a) tem-se um mais empuxe da economia (mais rápido).
b) maior apoio a produção de bens de capital.
c) maior a pressão do consumo da população.
d) mais importantes as instituições especiais.
e) maior o papel do setor agrícola.
Para o autor essas característica (excetuando-se a ultima) não se aplica a praticamente nenhum país da ISI. Para ele o país que mais se aproximou foi justamente o Brasil. Portanto, o empuxe nos países sul-americanos não foi tão grande como nos países de industrialização tardia. O Brasil justamente se aproximou dessas características justamente na que diz respeito das instituições especiais, que foi o fator inflacionário e a ideologia desenvolvimentista. Ele disse que nas décadas de 50 e 60 pode se vir “um milagre econômico” que a década de 70 veio “desmentir”.
Para ele o problema é querer aproximar esses países dos que tiveram a industrialização tardia. Ele diz que os
países da ISI têm suas particularidades em relação aos outros e que por isso aquela euforia inicial dos economistas virou frustrações.
3. As fontes do empresariado: nos países da ISI geralmente são empresários locais que voa começar a investir.
4. A Fase exuberante da ISI: a fase exuberante seria aquela da fase fácil (importação de maquinaria e insumos). Ele diz que havia um excesso de otimismo nessa fase e que alguns governos cometeram algumas extravagâncias, como é caso do Brasil quando JK decide fazer uma nova capital (a economia não poderia tolerar isso tudo – inflação).
As Críticas sobre o esgotamento da ISI. Hirshman diz que depois da “lua de mel” com a fase fácil vêm às decepções com a fase difícil. Para ele essas críticas são demasiadas pessimistas e que um pouco de política e de boa vontade os países podem superar esses obstáculos.
Para ele essas críticas surgem quando a fase fácil da ISI se esgota (os críticos falam que a ISI toda se esgota).
1. Critica Ingênua: os críticos falam que a uma exaustão do mercado, um esgotamento do mercado. Resposta de Hirschman: para ele se o país conseguiu gerar renda com a produção de um produto agrícola (no Brasil o café), com a fase fácil há também uma expansão da renda (expansão horizontal), pois um trabalhador que produz carros não consome somente carros, mas sim outros produtos.
2. Critica Semi-Ingênua: os críticos falavam que precisaria de uma demanda muito alta interna pelos insumos para que ocorresse uma economia de escala (para que os países começassem a produzir seus insumos próprios). Resposta de Hirshman: muitos insumos não são específicos de um único produto final, como o vidro que pode ser usado por vários produtores finais. Isso gera demandas mais espalhadas. Outro argumento é de que nem sempre plantas grandes necessariamente fazem economias de escala.
Hirschman introduz o conceito de indústria de estrangulamento. Seriam aquelas indústrias que necessitam de um grande mercado (e demandam grandes quantidades de insumos). Contudo, tais indústrias podem ser importantes porque possibilitaria o estabelecimento de pequenas indústrias para supri-la (efeito para trás). Ale disso, o resto da produção pode ser exportado através de políticas governamentais (como ocorreu de certa forma no Brasil). Ele conclui que dessa maneira as políticas públicas tomar um papel importante no processo de industrialização por ISI.
O movimento “para trás” Ele diz que esse movimento para trás é muito importante para destruir obstáculos que a fase difícil da ISI impõe. Uma indústria, por exemplo, a automobilística do Brasil dos anos 50 e 60 de JK produziram um efeito “para trás”, onde foi possibilitada a instalação de várias indústrias decorrentes desse movimento
As indústrias da América Latina Para ele os industriais da América Latina tem desconfianças com insumos internos, até pelo motivo de qualidade. Eles têm resistências de substituir produtos importados, contudo essa substituição seria muito importante para economia do país produzindo um movimento “para trás” (expansão vertical) que possibilitaria o vencimento dos obstáculos da fase difícil.
Ele parte depois para o campo da sociologia e diz que os empresários sul-americanos não têm inclinação política, porem eles tomam algumas atitudes que possibilitam a produção de seus próprios insumos (pois isso não deixaria duvida na questão da qualidade dos insumos). Ele diz que os empresários quando já investiram suficientemente na horizontal (produtos finais) eles partem para investir verticalmente (efeito “para trás”). Fazem negócios familiares, montam fabricas de insumos para os filhos, etc.
**Ele lembra, portanto, que o processo não é tão simples como os críticos da ISI diz, pois não envolve somente economia (economias de escala, entre outros aspectos econômicos), envolve políticas públicas, a sociologia, etc. É um processo um tanto quanto complexo que os críticos não observaram e que atacaram já logo de inicio quando a fase exuberante (fase fácil) da ISI se esgotou – e não a ISI toda - e deu lugar para a
outra fase.
A incapacidade de exportar: causas e remédios estruturais Ele diz que por natureza a ISI nasceu para substituir importações e não exportar, contudo ele apela para as seguintes características que as exportações facilitariam o processo da ISI.
1. Os países venceriam qualquer obstáculo relacionado ao tamanho do mercado interno.
2. Solucionaria as dificuldades cambiares que impediriam a operação de varias indústrias e o estabelecimento de novas.
3. A indústria nacional teria que manter altos níveis de qualidade e eficiência que op. mercado externo determina e impulsiona.
Ele diz que os países que tiveram a industrialização tardia (no final do século XIX) cresceram, com muita freqüência, a sombra de barreiras alfandegárias protetoras ao mesmo tempo em que fizeram esforços para exportar, conseguindo competitividade nos mercados internacionais. Ele indaga que se os países como Alemanha e Itália puderam lançar mão dessas políticas protecionistas, porque os países latino-americanos não o poderiam? Porque não incentivar o setor exportador, subsidiar novas indústrias e corrigir o câmbio para fomentar as exportações industriais?
Hirschman atenta também à importância de mercados comuns para a América Latina.
Ele termina seu artigo afirmando que seu trabalho, não nega as diversas dificuldades da ISI. Contudo ele desenvolveu algumas habilidades que ajudariam a solucionar os problemas que a fase difícil da ISI impõe.
- Problemas no Câmbio (por exemplo, no Brasil: quando o café perdeu seu valor, a moeda perdeu se valor também. Houve então mais moeda nacional que internacional o que gerou a depreciação no Câmbio).
- Crescimento do Mercado Interno (por exemplo, no Brasil: café que introduziu uma massa de assalariados que não se via anteriormente).
- Políticas de desenvolvimento, onde os governos adotam medidas que possibilitam a ISI.
A ISI, por sua natureza, é divida em duas fases: uma inicial que seria fase fácil (produção de bens finais com insumos e maquinário importados) e uma fase difícil (produção de bens intermediários e insumos). Já na fase fácil alguns economistas já encheram problemas na ISI. Dizem que ela estimularia a produção de supérfluos. Contudo, para Hirschman, isso não é uma verdade, pois o único impulso que poderia estimular a sua produção seria o de problemas no cambio. Seria neutro no caso de guerras e em Políticas de desenvolvimentos, pois os governos optariam por produzir primeiramente produtos essenciais.
2. Características da fase inicial da ISI;
- A Industrialização por etapas bem diferenciadas: na fase fácil os países produzem bens finais com insumos e maquinarias importados. São, portanto
processos conhecidos, de etapas bem diferenciadas, de imitação de processos já conhecidos (o que dá mais segurança). Isso seria um ponto positivo da ISI, pois foi um processo muito mais “manso” e menos desorganizador política e socialmente, do que nos países que sofreram a Rev. Industrial.- A industrialização “tardia” vs. “muito tardia”: países como Alemanha, Itália e Rússia se industrializaram tardiamente e tiveram as seguintes características.
-quanto mais atrasada à economia de um país:
a) tem-se um mais empuxe da economia (mais rápido).
b) maior apoio a produção de bens de capital.
c) maior a pressão do consumo da população.
d) mais importantes as instituições especiais.
e) maior o papel do setor agrícola.
Para o autor essas característica (excetuando-se a ultima) não se aplica a praticamente nenhum país da ISI. Para ele o país que mais se aproximou foi justamente o Brasil. Portanto, o empuxe nos países sul-americanos não foi tão grande como nos países de industrialização tardia. O Brasil justamente se aproximou dessas características justamente na que diz respeito das instituições especiais, que foi o fator inflacionário e a ideologia desenvolvimentista. Ele disse que nas décadas de 50 e 60 pode se vir “um milagre econômico” que a década de 70 veio “desmentir”.
Para ele o problema é querer aproximar esses países dos que tiveram a industrialização tardia. Ele diz que os
países da ISI têm suas particularidades em relação aos outros e que por isso aquela euforia inicial dos economistas virou frustrações.3. As fontes do empresariado: nos países da ISI geralmente são empresários locais que voa começar a investir.
4. A Fase exuberante da ISI: a fase exuberante seria aquela da fase fácil (importação de maquinaria e insumos). Ele diz que havia um excesso de otimismo nessa fase e que alguns governos cometeram algumas extravagâncias, como é caso do Brasil quando JK decide fazer uma nova capital (a economia não poderia tolerar isso tudo – inflação).
As Críticas sobre o esgotamento da ISI. Hirshman diz que depois da “lua de mel” com a fase fácil vêm às decepções com a fase difícil. Para ele essas críticas são demasiadas pessimistas e que um pouco de política e de boa vontade os países podem superar esses obstáculos.
Para ele essas críticas surgem quando a fase fácil da ISI se esgota (os críticos falam que a ISI toda se esgota).
1. Critica Ingênua: os críticos falam que a uma exaustão do mercado, um esgotamento do mercado. Resposta de Hirschman: para ele se o país conseguiu gerar renda com a produção de um produto agrícola (no Brasil o café), com a fase fácil há também uma expansão da renda (expansão horizontal), pois um trabalhador que produz carros não consome somente carros, mas sim outros produtos.
2. Critica Semi-Ingênua: os críticos falavam que precisaria de uma demanda muito alta interna pelos insumos para que ocorresse uma economia de escala (para que os países começassem a produzir seus insumos próprios). Resposta de Hirshman: muitos insumos não são específicos de um único produto final, como o vidro que pode ser usado por vários produtores finais. Isso gera demandas mais espalhadas. Outro argumento é de que nem sempre plantas grandes necessariamente fazem economias de escala.
Hirschman introduz o conceito de indústria de estrangulamento. Seriam aquelas indústrias que necessitam de um grande mercado (e demandam grandes quantidades de insumos). Contudo, tais indústrias podem ser importantes porque possibilitaria o estabelecimento de pequenas indústrias para supri-la (efeito para trás). Ale disso, o resto da produção pode ser exportado através de políticas governamentais (como ocorreu de certa forma no Brasil). Ele conclui que dessa maneira as políticas públicas tomar um papel importante no processo de industrialização por ISI.
O movimento “para trás” Ele diz que esse movimento para trás é muito importante para destruir obstáculos que a fase difícil da ISI impõe. Uma indústria, por exemplo, a automobilística do Brasil dos anos 50 e 60 de JK produziram um efeito “para trás”, onde foi possibilitada a instalação de várias indústrias decorrentes desse movimentoAs indústrias da América Latina Para ele os industriais da América Latina tem desconfianças com insumos internos, até pelo motivo de qualidade. Eles têm resistências de substituir produtos importados, contudo essa substituição seria muito importante para economia do país produzindo um movimento “para trás” (expansão vertical) que possibilitaria o vencimento dos obstáculos da fase difícil.
Ele parte depois para o campo da sociologia e diz que os empresários sul-americanos não têm inclinação política, porem eles tomam algumas atitudes que possibilitam a produção de seus próprios insumos (pois isso não deixaria duvida na questão da qualidade dos insumos). Ele diz que os empresários quando já investiram suficientemente na horizontal (produtos finais) eles partem para investir verticalmente (efeito “para trás”). Fazem negócios familiares, montam fabricas de insumos para os filhos, etc.
**Ele lembra, portanto, que o processo não é tão simples como os críticos da ISI diz, pois não envolve somente economia (economias de escala, entre outros aspectos econômicos), envolve políticas públicas, a sociologia, etc. É um processo um tanto quanto complexo que os críticos não observaram e que atacaram já logo de inicio quando a fase exuberante (fase fácil) da ISI se esgotou – e não a ISI toda - e deu lugar para a
A incapacidade de exportar: causas e remédios estruturais Ele diz que por natureza a ISI nasceu para substituir importações e não exportar, contudo ele apela para as seguintes características que as exportações facilitariam o processo da ISI.
1. Os países venceriam qualquer obstáculo relacionado ao tamanho do mercado interno.
2. Solucionaria as dificuldades cambiares que impediriam a operação de varias indústrias e o estabelecimento de novas.
3. A indústria nacional teria que manter altos níveis de qualidade e eficiência que op. mercado externo determina e impulsiona.
Ele diz que os países que tiveram a industrialização tardia (no final do século XIX) cresceram, com muita freqüência, a sombra de barreiras alfandegárias protetoras ao mesmo tempo em que fizeram esforços para exportar, conseguindo competitividade nos mercados internacionais. Ele indaga que se os países como Alemanha e Itália puderam lançar mão dessas políticas protecionistas, porque os países latino-americanos não o poderiam? Porque não incentivar o setor exportador, subsidiar novas indústrias e corrigir o câmbio para fomentar as exportações industriais?
Hirschman atenta também à importância de mercados comuns para a América Latina.
Ele termina seu artigo afirmando que seu trabalho, não nega as diversas dificuldades da ISI. Contudo ele desenvolveu algumas habilidades que ajudariam a solucionar os problemas que a fase difícil da ISI impõe.
Hirschman, Albert O. - La Economía política de la industrialización a través de la sustitución de importaciones en América Latina.
_do autor; "Descobri a fracassomania numa viagem ao Brasil, há mais de 30 anos. Toda vez que muda um governo os intelectuais brasileiros consideram que está tudo errado e é preciso começar tudo de novo." Nascido em Berlim em 1915 e vivendo nos Estados Unidos desde 1940, Albert O. Hirschman é um dos maiores economistas da actualidade. Tendo deixado a Alemanha aos dezoito anos, fez os seus estudos universitários em França e, em seguida, em Inglaterra e Itália. Militante antifascista, esteve na frente durante a Guerra Civil Espanhola e, mais tarde, alistou-se no exército francês, ajudando a expatriar os perseguidos políticos de França ocupada pelos alemães. Obrigado a partir para os Estados Unidos, tornou-se voluntário de guerra americano, primeiro em África e depois em Itália. Finda a guerra, leccionou em algumas das maiores instituições universitárias americanas, de Yale à Columbia University, de Harvard ao Institute for Advanced Studies de Princeton, tornando-se membro desta última. http://www.editorial-bizancio.pt/autores.php?id=82
_das imagens; Obras de OSWALDO GUAYASAMÍN - pintor equatoriano, nasceu em 1919, morreu em 1999, é um modernista e sua arte visa retratar o sentimento latino-americano. http://www.memorial.sp.gov.br/


0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial